Já havia
escrito sobre a estreia de "Girls" na HBO (em uma matéria para a Agência Estado), mas ainda não estava curioso o suficiente
para assistir. Pois bem, o tédio do sábado fez com que eu baixasse
a primeira temporada. Fui com um pouco de preconceito, confesso,
porque não aguentava mais comparações com "Sex and the City".
E na minha opinião, nenhuma série pode superar a história de
Carrie e suas amigas (minha série "de menininha” preferida!).
Realmente
não supera, mas essa também não é a intenção do quarteto
comandado por Lena Dunham (autora, diretora e protagonista de
“Girls"). As meninas são uma versão mais "humildes" ou com menos "glamour". Aliás, apesar de algumas referências à “Sex and the
City” (inclusive a obsessão de uma das meninas pela personagem Carrie), “Girls” não tem nada a ver com a
trama de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte.
![]() |
| Lena Dunham faz o estilo "fofinha gostosa" |
Hannah
(Lena Dunham) é o retrato de muitas das minhas amigas. Ela é
aspirante a escritora e faz estágio (não remunerado) em uma
editora. O grande problema dela? Ter se formado há mais de dois
anos e até agora não ter conseguido um emprego e uma renda (ela
vive com a “ajuda” dos pais, que já não aguentam mais a
situação). Ela ainda tem seus 20 e poucos anos e resolve suas
crises com sexo, comida em excesso (ela é uma gordinha fofa) e
festas com as amigas. Difícil não se identificar né? Ah, e claro,
Hannah também tem problemas com a vida amorosa e sempre pega o cara
errado.
Um resumo das outras três amigas: Marnie é recepcionista em uma galeria de arte, Jessa estuda filosofia e faz uns trabalhos como babysitter, e Shoshanna (olha esse nome, que apaixonante!) ainda é estudante. Algumas delas não tratam o dinheiro como problema, enquanto outras se matam de trabalhar e ainda assim não conseguem se manter. O que elas têm em comum? todas levam uma vida sexual bastante agitada e sabem que encontrar amor e emprego em Nova York não é tão fabuloso quanto Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte podem fazer crer.
Por fim,
acho mesmo que quem segura a série é a Lena Dunham. Ela escreveu a
personagem baseada em seus próprios dramas. O que gera uma verdade
incrível. Li em uma entrevista que o propósito de Lena não é
recriar “Sex and the city” e sim mostrar uma geração de meninas
que cresceram assistindo a vida de Carrie, mas que vivem numa
realidade BEM diferente. Recomendo que, se estiverem em casa neste
sábado e ainda não assistiram “Girls”, experimentem!











