sábado, 4 de agosto de 2012

Não é "Sex and the city", mas pode ser bom ...


Já havia escrito sobre a estreia de "Girls" na HBO (em uma matéria para a Agência Estado), mas ainda não estava curioso o suficiente para assistir. Pois bem, o tédio do sábado fez com que eu baixasse a primeira temporada. Fui com um pouco de preconceito, confesso, porque não aguentava mais comparações com "Sex and the City". E na minha opinião, nenhuma série pode superar a história de Carrie e suas amigas (minha série "de menininha” preferida!).

Realmente não supera, mas essa também não é a intenção do quarteto comandado por Lena Dunham (autora, diretora e protagonista de “Girls"). As meninas são uma versão mais  "humildes" ou com menos "glamour". Aliás, apesar de algumas referências à “Sex and the City” (inclusive a obsessão de uma das meninas pela personagem Carrie), “Girls” não tem nada a ver com a trama de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte.

Lena Dunham faz o estilo "fofinha gostosa" 
Hannah (Lena Dunham) é o retrato de muitas das minhas amigas. Ela é aspirante a escritora e faz estágio (não remunerado) em uma editora. O grande problema dela? Ter se formado há mais de dois anos e até agora não ter conseguido um emprego e uma renda (ela vive com a “ajuda” dos pais, que já não aguentam mais a situação). Ela ainda tem seus 20 e poucos anos e resolve suas crises com sexo, comida em excesso (ela é uma gordinha fofa) e festas com as amigas. Difícil não se identificar né? Ah, e claro, Hannah também tem problemas com a vida amorosa e sempre pega o cara errado.

Um resumo das outras três amigas: Marnie é recepcionista em uma galeria de arte, Jessa estuda filosofia e faz uns trabalhos como babysitter, e Shoshanna (olha esse nome, que apaixonante!) ainda é estudante. Algumas delas não tratam o dinheiro como problema, enquanto outras se matam de trabalhar e ainda assim não conseguem se manter. O que elas têm em comum? todas levam uma vida sexual bastante agitada e sabem que encontrar amor e emprego em Nova York não é tão fabuloso quanto Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte podem fazer crer.

Por fim, acho mesmo que quem segura a série é a Lena Dunham. Ela escreveu a personagem baseada em seus próprios dramas. O que gera uma verdade incrível. Li em uma entrevista que o propósito de Lena não é recriar “Sex and the city” e sim mostrar uma geração de meninas que cresceram assistindo a vida de Carrie, mas que vivem numa realidade BEM diferente. Recomendo que, se estiverem em casa neste sábado e ainda não assistiram “Girls”, experimentem!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Corra para assistir "Maratona de Nova York"


Experimente buscar no Google o nome do ator Anderson Muller. Será fácil encontrar um grande número de notícias com “foi visto correndo/se exercitando” em algum lugar. O que poucos sabem é que essa paixão pela corrida surgiu de um sufoco. O ator, aos 12 anos, foi assaltado na praia do Leblon, no Rio. A única coisa que ele ouviu foi: "Corra sem parar e não olhe para trás". Obedecendo sem pestanejar, Anderson correu até a Praia de Cobacabana, onde morava na época. Foi no susto que o ator descobriu um enorme prazer na corrida, e agora tem a oportunidade de dividir essa “endorfina” com o público no espetáculo “Maratona de Nova York”.

Anderson Muller e Raoni Carneiro (Foto: Divulgação) 
Ao lado do ator Raoni Carneiro, Anderson se mostrou bastante emocionado na pré-estreia do espetáculo, que aconteceu na última sexta-feira (6) no Teatro Cacilda Becker, em São Paulo. “Correr no palco era meu sonho antigo. Pra mim a endorfina é a melhor das drogas e eu planejei este espetáculo por anos. Ele finalmente saiu do forno, na hora certa”, conta o ator.

Bel Kutner dirige Anderson Muller e Raoni Carneiro (Foto: Alexandre Guedes)

Quem dirige a peça é a atriz Bel Kutner, parceira de Anderson desde que dirigiu o ator na montagem “O Conto da Ilha Desconhecida”, inspirada na obra de Saramago. Apaixonada pelo texto, Bel dá sua pitada feminina ao espetáculo. “O Anderson é meu parceiro antigo. Eu aceitei antes mesmo de ler o texto, mas quando li também foi paixão à primeira vista”, revela a diretora.

No palco, dois amigos treinam para os tão sonhados 42 quilômetros da Maratona de Nova York. Esta é a primeira vez que o texto do italiano Edoardo Erba é montado no País. A adaptação ganhou um toque brasileiro, com piadinhas sobre futebol, programas de televisão, e todo aquele papo divertido de dois homens que se sentem livres para falar as bobeiras que quiserem sem serem incomodados pelas mulheres.

A ideia dos dois personagens correndo e discutindo suas inseguranças e questões de suas vidas pessoais não me parecia muito interessante. Mas conforme o cansaço da corrida dos amigos, Steve e Mario, toma conta não apenas do corpo mas também da mente deles, o diálogo começa a tomar uma proporção muito mais ambiciosa sobre as dificuldades e os prazeres de viver e a constante necessidade de superar obstáculos com a qual todos nós podemos facilmente nos identificar.

Bel Kutner e Zezé Polessa (Foto: Alexandre Guedes) 

Anderson Muller ao lado de Regiane Cesnique e Fábio Villaverde (Foto: Alexandre Guedes) 

Para aplaudir o espetáculo, estavam presentes alguns famosos: Zezé Polessa, Marcela Muniz, Fábio Villa Verde, Miá Mello, entre outros. Recomendo que deixe a caixa de sapato um pouco e confira “Maratona de Nova York”. É curtinho (1 hora de duração) e cabe muito bem no bolso (R$20,00).



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Celebrando Marilyn Monroe

Os 50 anos de morte de uma das mais célebres atrizes americanas estão sendo muito homenageados também por aqui. 

Em breve poderemos conferir a elogiada (e premiada) performance de Michelle Williams no filme britânico '7 Dias com Marilyn'. A estreia está prevista para 23 de março. 

Enquanto isso, São Paulo recebe pela primeira vez a exposição 'Quero Ser Marilyn Monroe', na Cinemateca Brasileira. Podemos conferir gratuitamente 125 obras de arte e filmes de uma das principais estrelas do cinema. 


Trabalhos de artistas consagrados, como Andy Warhol, Allen Jones, Peter Blake e Henri Cartier-Bresson, também estarão na mostra. 

A exposição traz ainda a famosa foto "Red Velvet Pose", de Tom Kelley, para a 'Playboy', e a atriz entre os lençoís de "One Night with Marilyn". 

Para os cinéfilos, a mostra inclui filmes clássicos como: 'Quanto mais quente melhor',  'Os Homens Preferem as Louras' e 'O Pecado Mora Ao Lado'. 


Vamos sair da caixa de sapato e curtir mais essa dica? :) 



Quando? A mostra tem início dia 04/03 e vai até 01/04. 
Onde?  Cinemateca Brasileira - lgo. Sen. Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, zona sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3512-6111. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Como comecei a amar Mallu

Não só eu, como boa parte dos meus amigos sempre repudiaram Mallu Magalhães. Não sei se por seu 'Tchubaruba' que não dizia nada com nada ou por ela estar pegando o Marcelo "Camello", sonho e inveja de muitas amigas. 

Pra mim Mallu sempre teve 10 anos e não sabia nem ao certo o que estava cantando. Sua voz estridente e seu clipe na TV o dia todo faziam com que minha antipatia por Mallu só crescesse. 

Eis que aquela regrinha básica de que "ódio é quase amor" caiu sobre mim. Mallu me aparece Velha (19 anos) e Louca. E com um tapa na cara me diz: "Pode falar que eu não ligo, Agora eu sigo o meu nariz". 

Chamado a prestar atenção melhor na moça eu finalmente descobri um encanto. Mallu amadureceu e sua carreira também. "Pode falar que eu não ligo, agora, amigo eu tô em outra", sem dúvida, é um bom resumo dessa nova fase da cantora. 


Cheio de charme, seu novo clipe virou assunto ontem na rodinha de amigos no bar. Na hora não pude confessar, mas agora, depois de ouvir pelo menos 15 vezes, me peguei cantarolando feliz a canção "Velha e Louca". 

Com vontade de dizer "Camelo, eu agora te entendo!", digo também isso para seus fãs fiéis, que desde o começo da carreira se encantaram por Mallu. 

É clichê, eu sei, mas Mallu Mulher me deixou encantado e com a certeza de que sua carreira só está por amadurecer ainda mais. E assim como diz a música, procuro também ver em cada canto o lado bom. 


domingo, 22 de janeiro de 2012

Efeitos especiais e visual nerd marcam presença em '2 Coelhos'

Estou quase convencido de que ir ao cinema se tornou a minha diversão preferida e que, como consequência, dividir com vocês os filmes que eu assisto é um prazeroso exercício.

A obra dessa semana é nacional e cheia de referências ao mundo dos games e da cultura pop. 2 Coelhos marca a estreia de Afonso Poyart na direção de um longa-metragem.



Efeitos especiais, explosões, tiros e animações costuram a "história de amor" de Julia (interpretado pela sensacional Alessandra Negrini) e Edgar (papel muito bem representado por Fernando Alves Pinto). Caco Ciocler, Thaide, Marat Descartes, Thogun e Neco Villa Lobos completam o elenco.

Em entrevista publicada no UOL, Alessandra Negrini definiu: "Não é uma história de amor, não é só ação. Se pudesse classificá-lo, seria como um filme nerd", contou a atriz. "A gente queria fazer um videogame de verdade", completou o ator Fernando Alves Pinto. O filme traz diversas referências do game GTA

Fugindo um pouco dos gêneros já popularmente conhecidos no cinema nacional, 2 Coelhos consegue trazer com agilidade e uma narrativa extremamente fragmentada, o bom uso de efeitos especiais e explora desenhos, gráficos, imagens congeladas e aceleradas.Tudo isso dá aquele gás ao filme!

Achei algumas cenas com um tom um pouco exagerado e talvez um tanto over, como quando Julia briga com demônios em uma demonstração de Síndrome do Pânico, por exemplo, mas que combinam com a linguagem escolhida para o filme.


Para os que também curtiram todos os efeitos de 2 Coelhos vale uma curiosidade - o diretor de efeitos especiais, Sérgio Farjalla, já trabalhou em filmes como "Amanhecer" e "Os Mercenários".

Gostei muito e recomendo que saiam da caixa de sapato de vocês para também valorizar este filme nacional. Vocês ainda correm o risco de identificar muitos lugares de 2 Coelhos no caminho de volta pra casa, já que a história se passa em São Paulo.  

Veja o trailer de 2 Coelhos


sábado, 14 de janeiro de 2012

Tomboy

O encantador charme do cinema francês ganha um atrativo a mais na estreia dessa semana. Tomboy,  filme dirigido por Céline Sciamma, exala o carisma e a simplicidade que crianças lidam com as situações.

Uma garota que se passa por garoto e experimenta os limites da sua própria identidade sexual é o ponto principal da obra, que constrói sua história com uma visão bastante infantil.



Jeito de moleque, preferência pela cor azul, cabelos curtos e roupas despojadas,  fazem com que Laure decida apresentar-se como menino para seus novos vizinhos, usando o nome de Michael.

Ao mesmo tempo que toda aquela aparência me fazia acreditar que a personagem poderia mesmo ser um menino, o medo com que aquela menina linda sofresse qualquer tipo de agressão e preconceito me deixou tenso por toda sessão.

Me lembrei de quando eu brincava na rua e como era importante a opinião dos meus 'amiguinhos' pra mim. Em uma época que falar de 'bulling' virou moda, me coloquei no lugar da personagem e nos medos que estavam por vir.

Os pais não sabiam de nada e a farsa ganhava sempre novos desafios. Como fazer xixi na rua? E aproveitar a piscina? E o primeiro beijo? Laure/Michael mostrou seu lado infantil em momentos divertidos e criativos de solução.

O ponto forte do filme está na sinceridade da protagonista, que mesmo se passando por um garoto, mostra seu cuidado e carinho com a irmã mais nova, com os amigos e com a família.

Essa paixão pela personagem não é a toa. A diretora tomou todo o cuidado para que essa impressão fosse bem forte em Tomboy.

Em entrevista por telefone e reproduzida no jornal O Estado de S.Paulo, Céline admite que não teria realizado a obra se não tivesse encontrado a atriz certa. Para facilitar a rodagem, os amigos de Laure/Michael são os amigos da atriz (Zoé Héran) na vida real. Todo trabalho com crianças exige um cuidado especial. Tomboy mostra saber bem deste desafio.

A autora não nos conta como era a vida de Laure antes de se mudar para o novo endereço e nem como será quando entrar em uma fase de decisões da postura sexual. Evitando um tom muito dramático, Céline relata apenas algumas semanas da personagem, o que faz com que Tomboy fuja um pouco do rótulo de temática gay.

Com um trailer também bastante divertido, o segundo filme da carreira de Céline nos convida para uma história de descobertas em que a emoção está bastante presente. Recomendo e espero que saiam um pouco da caixa de sapato de vocês para degustar este filme! 


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As caixas de sapato

Foto: Alexandre Guedes
Uma visão clara do que representa morar em uma caixa de sapato. E olha que essa é uma caixa chique, fica nos Jardins. 
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